Faz algum tempo, venho planejando escrever sobre este assunto. Alguns fatores me motivaram a abordar e compartilhar o meu pensamento sobre o tema.
O primeiro deles é que a tecnologia está presente em nossa vida e não temos como optar por outro caminho: ela se impõe como uma necessidade e não como uma escolha. Os avanços tecnológicos estendem seus tentáculos sobre tudo, desde assuntos financeiros, sejam corporativos ou pessoais, como contas bancárias, pagamentos, retirada de dinheiro, transferências até as atividade mais simples do dia a dia. Quem hoje ainda não se rendeu ao Facebook e ao Whatsapp? A tecnologia entrou na vida dos seres humanos como um grande facilitador. Tudo acontece em alta velocidade.

O segundo motivo é que nós, da terceira idade, somos habitados por um ser analógico que teima em não nos abandonar. Quero compartilhar aqui o meu sucesso no exorcismo desta criatura que, após tantos anos de convivência, passa a fazer parte de nossa natureza e fica com a nossa cara! Outra consideração é que tenho visto muitas propostas para idosos nos mais diversos setores. Percebo, entretanto, que as soluções que envolvem tecnologia são modelos pensados e criados por pessoas jovens. Quase todas as soluções que objetivam facilitar a vida das pessoas, tenham a idade que tiverem, têm algum componente tecnológico. Os jovens, que admiro e respeito muito, até porque já fui um deles há algum tempo, por mais inteligentes e criativos que sejam, não conseguirão ver com os mesmos olhos as nossas necessidades. Se podemos, nós mesmos, criar  os nossos caminhos por entre as terras promissoras da modernidade, porque delegar isto ou seguir passivamente modelos pensados por uma geração que já nasceu digital?

O terceiro motivo está relacionado com o marketing digital. Eu poderia neste momento, ser questionado sobre a relação que poderia existir entre marketing digital, tecnologia e terceira idade. Pretendo demonstrar que existe, sim, uma relação importante, que não deveria ser ignorada. Esta é um moeda com duas faces. De uma lado, os consumidores da terceira idade que somam hoje um número muito interessante para vários segmentos do mercado e, de outro, os empreendedores da terceira idade. Neste universo, vamos encontrar um grupo já em linha com a tecnologia. Existe, porém, um outro grupo com bastante dificuldade para entender e para operar as ferramentas mais simples. Para os empreendedores, vamos analisar oportunidades e para os consumidores, vamos ver como criar mais facilidades.

No que tange à tecnologia, esta tribo, de origem analógica, vivenciou uma onda vertiginosa de mudanças que impactaram profundamente suas vidas tanto no terreno pessoal como nos ambientes corporativos. Muitas pessoas se viram diante de dificuldades que pareciam intransponíveis. Sempre que abordo este assunto, me vem à lembrança uma novela da Rede Globo em que um jornalista que passara toda a sua vida profissional usando a máquina de escrever, de repente, foi apresentado ao um computador e a um editor de texto. Ele tinha uma dificuldade enorme para se adaptar e começou a ser olhado por seus superiores e colegas como um ser ultrapassado e improdutivo. Trabalhando na área comercial da indústria farmacêutica, vivi a introdução da informatização em nosso setor. A gerência comercial marcou uma reunião e uma empresa terceirizada nos apresentou um dispositivo, conhecido na época pelo nome de palmtop. Daquele dia em diante, nossos relatórios e nosso planejamento de trabalho seria feito por ali. Na semana seguinte estávamos todos de palmtop à mão e lançávamos de imediato todas as ocorrências de cada visita, assim como o planejamento para a próxima visita. Estas informações deveriam ser enviadas para o sistema, no final de cada dia através de uma conexão via internet, internet discada. Alguns colegas não conseguiam usar o dispositivo. Lembro-me de um que enviou o palmtop via Sedex e perguntou quando receberia o outro para lançar as visitas do próximo mês. O gerente de equipe quase infartou ao verificar que ele não havia feito uma única conexão. Vi muitos candidatos perderem a vaga porque não sabiam lidar com o Word, com Excel e não tinham computador em casa.

Os computadores e a internet surgiram numa época em que ninguém suspeitava da revolução que viria com eles, nem mesmo quem estava diretamente envolvido no desenvolvimento deste avanço tecnológico.

Antes, porém, de revisitarmos estes acontecimentos, vamos recuar no tempo. Vamos buscar as primeiras contribuições que visavam facilitar a vida das pessoas e estimularam o avanço por esta estrada através dos tempos. Muitas pessoas ignoram, mas esta história começou muito antes.

Ábaco, a primeira calculadora

Muitos povos da antiguidade utilizaram o ábaco para a realização de cálculos, principalmente no comércio e desenvolvimento de construções civis. Ele pode ser considerado como a primeira máquina de cálculo, pois utilizava um sistema simples, mas também muito eficiente. É basicamente um conjunto de varetas dispostas de forma paralela. Estas varetas contêm pequenas bolas para se realizar a contagem. Seu primeiro registro remonta a 5.500 AC, na Mesopotâmia. Vários outros povos fizeram uso do ábaco posteriormente: Babilônia, Egito, Grécia, Roma, Índia, China, Japão e outros. Cada cultura tinha a sua versão específica, mas a essência permanecia. Na Roma antiga ficou conhecido como “ Calculus “, que deu origem ao termo cálculo.
Depois de um longo período, no ano de 1638, surge a régua de cálculo.

Régua de cálculo

Durante muitos séculos o ábaco foi o principal instrumento de cálculo devido ao aperfeiçoamento que lhe foi aplicado ao longo do tempo.  A necessidade, entretanto de se fazer cálculos de maneira mais eficiente, por parte dos intelectuais da era renascentista, motivou a busca de novas ferramentas. Em 1638 depois de Cristo, um padre inglês, chamado William Oughtred, criou uma tabela muito interessante para a realização de grandes multiplicações. A base desta invenção foram as pesquisas sobre logaritmos, realizadas pelo escocês John Napier.
O mecanismo consistia em uma régua que já possuía uma boa quantidade de valores pré-calculados, organizados de forma que os resultados fossem acessados automaticamente. Uma espécie de ponteiro indicava o resultado. A multiplicação de números grande, que era extremamente trabalhosa, tornou-se uma tarefa simples.
Os valores presentes na régua de cálculo eram pré-definidos e limitavam a sua utilidade para calcular apenas os números que estivessem ali presentes. A pesquisa, portanto, segue em frente e nos apresenta a:

A Máquina de Pascal

Em 1642, o matemático francês Blaise Pascal desenvolveu o que pode ser chamado de primeira calculadora mecânica, a Máquina de Pascal. Esta máquina funcionava com rodas interligadas que giravam para fazer os cálculos. A ideia de Pascal era fazer as quatro operações matemáticas. Isto não se verificou na prática e, por este motivo, o novo invento não teve boa acolhida.
Alguns anos mais tarde, o Alemão Gottfried Leibnitz conseguiu o que Pascal não havia realizado:  uma calculadora que efetuava a soma e a divisão, além da raiz quadrada.
Em todas as máquinas e mecanismos sobre os quais falamos até agora, as operações já estavam previamente programadas, sem possibilidade de se adicionarem novas funções. No ano de 1801, porém, o costureiro Joseph Marie Jacquard desenvolveu um sistema muito interessante nesta área.

Preocupado com o tempo gasto nas tarefas de pintura de tecidos em sua indústria, Jacquard construiu a primeira máquina realmente programável. Este mecanismo foi chamado de Tear Programável, pois aceitava cartões perfuráveis. Desta forma, Jacquard perfurava os cartões com o desenho que desejava e a máquina o reproduzia no tecido.

A partir deste modelo, diversos esquemas foram sendo desenvolvidos e um deles é o que apresentamos abaixo:

A Máquina das Diferenças e o Engenho Analítico

No ano de 1822, Charles Babbage publicou um artigo em que prometia revolucionar tudo que existia em matéria de cálculo eletrônico. Ele afirmava que sua máquina era capaz de calcular funções de diversas naturezas ( trigonometria, logaritmos ) de forma simples. Era a máquina de diferenças.
A repercussão foi grande, as ideias estavam muito além de seu tempo. Limitações técnicas e financeiras, entretanto, inviabilizaram o projeto que só pôde ser implementado anos mais tarde.
Algum tempo depois, em 1837, Babbage lançou uma nova máquina, chamada de Engenho Analítico (Máquina Analítica). Ela usava todos os conceitos do tear programável. Além disso, instruções e comandos também poderiam ser inseridos pelos cartões, usando registradores primitivos. Ela tinha precisão de 50 casas decimais, mas, novamente, não foi um projeto viável pelos mesmos motivos técnicos e financeiros. A contribuição teórica de Babbage, entretanto,  foi tamanha que muitas de suas ideias são usadas até hoje.

Se Babbage pode ser considerado o avô da computador do ponto de vista da arquitetura de hardware, o matemático George Boole pode, com justiça, ser chamado  pai da lógica moderna.

A Teoria de Boole

Boole desenvolveu, em 1847, um sistema lógico que limitava a representação de valores a dois algarismos: 0 ou 1.
A sua teoria confere ao número “1” significados como: ativo, ligado, existente, verdadeiro. Em contra partida, o “0” representa o inverso: não ativo, desligado, não existente, falso. Representando valores intermediários, como “mais ou menos” ativo, era possível usar dois ou mais algarismos (bits).
Todo o sistema lógico dos computadores modernos, inclusive o do seu computador, usa a teoria de Boole de forma prática.

A Máquina de Hollerith

Aproveitando o conceito de cartões do Tear Programável, Hermann Hollerith desenvolveu uma máquina que acelerava o processamento de dados. Esta máquina foi de grande utilidade na realização do censo de 1890 nos Estados Unidos.
O sucesso de sua máquina motivou Hollerith a fundar sua própria empresa, a Tabulation Machine Company, no ano de 1896. Após o falecimento de Hollerith, o nome da empresa foi alterado para Internacional Business Machine, empresa conhecida hoje em todo o mundo como IBM.

Computadores pré-modernos

No início do século XX desenvolveram-se vários computadores mecânicos e diversos componentes eletrônicos foram introduzidos.
Em 1931, Vannevar Bush criou um computador com uma arquitetura binária  propriamente dita, usando os bits 0 e 1.
A base decimal exigia que a eletricidade assumisse 10 voltagens diferentes, processo de difícil controle. Por isso, Bush usou a lógica de Boole, em que dois níveis de voltagem já eram suficientes

A Segunda Guerra Mundial foi um grande incentivo no desenvolvimento de computadores, visto que as máquinas estavam se tornando mais úteis em tarefas de desencriptação de mensagens inimigas e criação de novas armas mais inteligentes. Entre os projetos desenvolvidos nesse período, o que mais se destacou foi o Mark I, no ano de 1944, criado pela Universidade de Harvard (EUA), e o Colossus, em 1946, criado por Allan Turing.

Computação Moderna

O que define a computação moderna são os computadores digitais e pode ser dividida em várias gerações:

Primeira Geração ( 1946-1959 )

A primeira geração usava válvulas eletrônicas, tinha quilômetros de fios e atingia frequentemente temperaturas muito elevadas, o que afetava bastante o seu funcionamento. Dentre os vários que existiram, o mais fomoso foi o ENIAC.
O ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Calculator), desenvolvido pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly, revolucionou o mundo da computação. Era uma máquina  mil vezes mais rápida que qualquer outra que existia na época e tinha dimensões gigantescas; 25 metro de largura por cinco de altura.

Segunda Geração ( 1959-1964 )

Na segunda geração, as válvulas foram substituídas por transistores, diminuindo muito o tamanho do hardware. Foi criada também a tecnologia de circuitos impressos, tirando de cena fio e cabos elétricos espalhados por todos os lugares. Os computadores desta época podem ser divididos em duas grandes categorias: supercomputadores e minicomputadores.

IBM 7030: Também conhecido por Strech foi o primeiro supercomputador lançado pela IBM. Era bem menor do que o ENIAC, mas ainda ocupava uma sala comum. Foi utilizado por grandes companhias e custava cerca 13 milhões de dólares.
Executava cálculos na casa dos microssegundos, o que permitia até um milhão de operações por segundo. Várias linguagens foram desenvolvidas para os computadores de segunda geração, como Fortran, Cobol e Algol e os softwares já podiam ser criados com mais facilidade.
Muitos mainframes (assim eram chamadas esta máquinas) ainda estão em funcionamento em várias empresas, inclusive na própria IBM.

PDP-8: foi um dos minicomputadores mais conhecidos da segunda geração. Era uma versão mais básica do supercomputador e de menor proporção, apesar de ocupar ainda uma boa parte da sala. Tinham um preço bem mais atrativo.

Terceira Geração ( 1964-1970 )

Os computadores desta geração se caracterizaram pelo uso de circuitos integrados. Uma mesma placa abrigava vários circuitos que se comunicavam com hardwares distintos ao mesmo tempo. Com estas inovações, as máquinas ganharam velocidade e um número maior de funcionalidades. O preço também caiu bastante.
O principal modelo desta época foi o IBM 360/91, lançado em 1967 com grande sucesso em vendas. Esta máquina já trabalhava com dispositivos de entrada e saída modernos, como discos e fitas de armazenamento, além de poder imprimir todos os resultados em papel.
O IBM 360/91 foi um dos primeiros a permitir programação da CPU por microcódigo. As operações usadas por um processador qualquer podiam ser gravadas através de softwares. Não havia mais a necessidade do projetar todo o circuito de forma manual.

O final deste período for marcado pela preocupação com a falta de qualidade dos softwares. O foco das empresas eram os hardwares.

Quarta Geração ( 1970 até os dias atuais )

A quarta geração é conhecida pelo surgimento dos microprocessadores e os computadores pessoais, com uma redução drástica dos tamanhos e dos preços  dos equipamentos. As CPUs atingiram o incrível patamar de bilhões de operações por segundo, permitindo a execução de muitas tarefas.
Os softwares e sistemas se tornaram tão importantes quanto os hardwares. Ficou cada vez mais fácil comprar um computador.

Altair 8800: Com um tamanho que cabia facilmente em uma mesa e um formato retangular, o Altair superou todos os seus antecessores sob todos os pontos de vista. Era muito mais rápido, pois usava o processador 8080 da Intel. Todo este sucesso chamou a atenção do jovem programador Bill Gates, que criou a sua linguagem de programação, o Altair Basic. O Altair funcionava através de cartões de entradas e saídas, sem uma interface gráfica.

Apple, Lisa e Macintosh

Outra grande personalidade do mundo digital também não se furtou em analisar o Altair. Steve Jobs ( fundador da Apple ) sentiu que faltava alguma coisa naquele projeto. Aquele computador não era fácil de ser manipulado por pessoas comuns.
Steve tinha um senso estético apurado. Em sua opinião um computador deveria representar graficamente o seu funcionamento ao invés de luzes acendendo e apagando. Assim, o Apple l, lançado em 1976, pode ser considerado o primeiro computador pessoal, pois era acompanhado de um pequeno monitor que mostrava o que era inserido na máquina. O sucesso foi estrondoso e, em 1979, era apresentado ao mercado o Apple ll, com a mesma concepção.

Na mesma linha, apareceram o Lisa ( 1983 ) e o Macintosh ( 1984 ), os primeiros a usar o mouse e uma interface gráfica semelhante ao que conhecemos hoje. O sucesso de vendas superou todas as expectativas!

Microsft e os Processadores Intel

Neste mesmo período, Bill Gates fundou a Microsoft, que também desenvolvia computadores. Neste início até meados de 1980, Bill Gates se baseava em ideias de outras máquinas para construir as suas. Com processadores 8086 da Intel, o primeiro sistema operacional da Microsoft, o MS-DOS, ficava muito aquém daqueles desenvolvidos por Steve Jobs.
Bill Gates conseguiu, então, formalizar uma parceria com Jobs. Depois de algum tempo copiou toda a tecnologia gráfica do Macintosh para o seu novo sistema operacional, o Windows.

Assim, ainda no ano de 1980 o Macintosh e o Windows se tornaram fortes concorrentes. Neste mesmo ano, Steve Jobs era demitido da empresa que fundara, o que deu a Microsoft a oportunidade de conquistar a liderança do mercado de computadores pessoais.

Desde então, vários processadores da Intel foram lançados juntamente com várias versões de Windows. Entre os modelos da  Intel, podemos citar: 8086, 286, 386, 486, Pentium, Pentium 2, Pentium 3, Pentium 4, Core 2 Duo e i7. A AMD entrou no ramo de processadores em 1993, com o K5, lançando posteriormente o K6, K7, Athlon, Duron, Sempron, entre outros.

Todos os computadores pessoais que são lançados atualmente são fortemente influenciados pelas ideias criadas pela Apple e pela Microsoft.

Multicore

A ideia ” multi-core ” é uma tendência forte no mercado de dextop. Ela consiste em se usar vários processadores trabalhando paralelamente, o que possibilita a divisão das tarefas e uma execução mais eficiente. No início de 2000, os transistores usados nos processadores estavam muitos pequenos, causando aquecimento acima do normal. A necessidade de dividir a CPU em vários núcleos se fez mais evidente.

Dispositivos Móveis

Dispositivos móveis estão cada vez mais presentes em nossa vida. Entre estes dispositivos, vamos mencionar os celulares e os tablets que executam cada vez mais as funções presentes nos computadores, com sistemas operacionais completos, além de palmtops, pendrives, câmeras fotográficas e outros.

A principal tendência que percebemos no momento é reunir em um único aparelho portátil as funções de que necessitamos.

Percorremos a história dos computadores até os nossos dias. A internet tem uma história mais recente.

A Internet

A história da internet remonta ao ambiente da Guerra Fria ( 1945 – 1991 ). Duas potências, Estados Unidos e RRSS, dividiam o planeta em dois blocos: socialista e capitalista, disputando poderes e hegemonias.
Os Estados Unidos, temendo possíveis ataques da Rússia, criou um sistema de compartilhamento de informações que pudesse ficar a salvo em caso de guerra e que facilitaria o desenvolvimento de estratégias de guerra.
Foi assim que surgiu o protótipo da primeira rede de internet, a ” Arpanet ” (Advanced Research Projects Agency).
No dia 29 de outubro de 1969, foi estabelecida a primeira conexão entre a Universidade da Califórnia e o Instituto de pesquisa Stanford. Foi enviado com sucesso o primeiro email.
Mais tarde, década de 90, Tim Bernes-Lee, cientista, físico e professor britânico, desenvolveu um navegador ou browser, a World Wide Web ( www ), a Rede Mundial de computadores – Internet.
A partir daí, a rede se popularizou pelo mundo, com o surgimento de novos navegadores ( A Internet Explorer, Netscape, Mozzilla Firefox, google Chrome, Opera, lynx ) e o aumento do número de usuários.
Alguns estudiosos acreditam que a Internet foi um marco importante e decisivo na evolução tecnológica. Ela ultrapassou barreiras ao aproximar pessoas, culturas, mundos e informações, conforme argumentam.  Isto  segundo eles, não ocorria desde a chegada da televisão, na década de 50.
O que a internet representa hoje, dispensa comentários.

A Internet no Brasil

No Brasil, a internet surgiu no final da decada de 80, quando universidades brasileiras começaram a compartilhar algumas informações com universidades americanas.
Somente, entretanto, a partir de 1989, quando se fundou a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), foi que o projeto de divulgação e acesso ganha força. A ideia que estava por trás deste movimento era difundir a tecnologia da internet pelo Brasil e facilitar a troca de informações e pesquisas.
Em 1997, foram criadas as ” rede locais de conexão “, que viabilizaram o acesso em todo o território nacional.

Em 2011, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, 80% da população teve acesso à internet, o que corresponde a 60 milhões de computadores em uso.

Nos dia atuais, vemos os celulares ganharem cada vez mais espaço. Segundo o IBGE, os celulares já ultrapassam os computadores no acesso à internet. Outro fenômeno interessante, diretamente ligado ao assunto que aqui abordamos é que Os internautas com idade entre 40 e 49 anos somam 15,5 milhões. Já os usuários de internet com mais de 50 anos formam um contingente de 14,8 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 25/11/2016.

Necessidades e Oportunidades

Vimos a história dos computadores e passamos pelos caminhos percorridos pela internet. Podemos agora constatar que tudo começou há muito tempo, que não é coisa nova. Novo mesmo é o impacto que este avanço tecnológico projetou na vida de pessoas comuns da terceira idade, como eu, por exemplo. Fica, por outro lado, evidenciado, que podemos reagir e que somos muito maiores do que qualquer tecnologia. A tecnologia precisa ser colocada a serviço de pessoas e isto é totalmente factível, desde que as pessoas queiram isto. Os componentes deste bloco que cresce a cada dia com o aumento da expectativa de vida, são um segmento poderoso do mercado de produtos e serviços. Precisamos estar conscientes disto, porque a partir daí teremos mais poder de barganha. Precisamos colocar toda esta tecnologia a nosso serviço. Nós consumidores, podemos fazer pesquisa, trocar informações, buscar facilidades para alcançar produtos, serviços, lazer, diversão, vida saudável, compartilhar ideias sobre todos os assuntos e mais uma infinidade de coisas que podemos encontrar pela internet. Nós, empreendedores da terceira idade, podemos dominar o entendimento da lógica do marketing digital. Não estou aqui dizendo que todos precisamos aprender a usar as ferramentas do marketing digital, isto é outra coisa. Precisamos, sim, todos os empreendedores da terceira idade nos conscientizar do que estas ferramentas podem nos proporcionar. Aí é só contratar quem sabe usá-las e cobrar.

Um outro aspecto a ser considerado aqui é o enorme contingente de consumidores da terceira idade que não vem sendo abordado de forma adequada. Se você é um empreendedor da terceira idade, pense nisto. Você mais do que ninguém sabe como conversar com esta tribo. Se você tem um serviço ou um produto que este povo pode comprar, personalize a linguagem, veja como seu serviço ou seu produto resolve problemas específicos deste público. Você tem mais chance de impactá-lo do que a geração digital, pode ter certeza disto. Se você fabricasse pranchas de surf, certamente delegaria toda a parte do marketing para profissionais mais jovens, não é verdade? Estamos diante de uma grande e real oportunidade de mercado.

A proposta que penso ser boa para nós seria nós criarmos as nossas soluções. Já percorremos uma longa estrada e passamos por muitas tempestades. Não seria agora que ficaríamos às margens da estrada esperando por uma corona de uma alma caridosa ou seria?

Se você concorda comigo, vamos lá e mãos à obra. Se não concorda, tudo bem. Estou aberto a discutir o assunto.